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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O Presente





         

         Começo este texto com o mesmo sentimento que tenho pela minha vida, não sei o que é, nem sei o que vai ser.
         Licenciado em Biologia, a partida sempre soube que não teria o caminho facilitado, mas também nunca procurei isso. Este é o curso que eu queria fazer, tenho outros que gostava de também tirar, mas nenhum em substituição deste.
         Tive a sorte de os meus pais proporcionarem-me o curso, aliás considero-me um sortudo.
         Terminei o curso em setembro de 2010, entreguei CV's, fui a entrevistas, procurei e depois de várias andanças, passado 9 meses apareceu, poderia dizer como por magia, porque realmente aconteceu tudo muito depressa, mas de magia não foi nada, tive que fazer muito para obter o estágio profissional.
         Hoje tenho 23 anos, estou a fazer um estágio em que pouco faço, desespero por tamanha paspalhice, tenho que acordar às 6 horas para estar no trabalho ás 9, etc...
         Sei que daqui a seis meses, tudo isto acaba, por lado ainda bem, por outro o que se avizinha é muito pior.
         O meu curso é generalista e tem que ser, mas não sei que área seguir, o mercado de trabalho simplesmente não está aberto, para nada. Não sei o que fazer, aposta fora, sim... Tenho alguma dificuldade no inglês, já andei a pesquisar uns livros e sites para colmatar essa minha fraqueza.
         No meio disto, tentar ser minimamente saudável e desfrutar minimamente a vida, é complicado mas por enquanto tenho conseguido minimamente.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Presente

A desorganização daqueles que criticam a nova geração por inúmeros coisas e que nos classificam com um grande leque de cores negras, esquecendo que se realmente essas designações nos encaixam  a responsabilidade é unicamente desses que nos apontam o dedo, levou ao desenvolvimento de uma falsa sociedade apoiada numa riqueza de fogo de vista.
Assim criou-se uma nova carreira que engoliu todas as outras, a do "passa pincel". Botando cores padrão proclamadas pelo novo Messias como valores. A importância de tudo o resto foi canalizada como caminho para se colorir. Onde quem  se colorir mais rápido é elevado aos céus.
Este desenvolvimento insustentável não durou muito a dar sinais de rotura, mas foi-se tapando as fissuras com poeiras paliativas, escondendo temporariamente os sintomas mas agravando a fonte de infecção.
Hoje as poeiras já não conseguem assentar na boca dos gritos do povo que se vê esgotado.
Mas este som ensurdecedor não se fica pelos súbditos, começa a ter alguns emissores no paraíso, horrorizando os "Deuses" que não querem perder esta fonte de poder.
Enquanto não tivermos a força e a coragem necessária  para romper com os vícios e redireccionar as velas, navegando contra aos ventos, não vamos conseguir sair desta espiral negra.